As verdades da fé não estão em discussão

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verdades

Existe na humanidade desejos intrínsecos e progressivos de dar um sentido e responder questões relacionadas a existência. Desde os primórdios, o homem procura conhecer-se. E para isso, levanta questionamentos e busca responde-los, numa ânsia comum de encontrar e confrontar as verdades que o cerca.

Na Carta Encíclica, FIDES ET RATIO, São João Paulo II nos ensina que “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.” Percebemos assim, que este desejo foi colocado no coração do homem por Deus. E conhecer a verdade dignifica e restaura o homem.

O documento ainda nos mostra que “Em toda a criação visível, o homem é o único ser que é capaz não só de saber, mas também de saber que sabe, e por isso se interessa pela verdade real daquilo que vê.” Diante dessa dádiva que é o saber e saber-se que sabe, o homem passou a rumar de forma insaciável. E não bastou mais conhecer a verdade, o homem passou a cria-las.

Então, dentre as verdades qual a verdade?

Ao trilhar este caminho em busca da verdade, o homem, em certo momento, colocou-se como o centro de todas as coisas. Passando a olhar para si, de forma unilateral, esquecendo-se que existe uma realidade que o transcende. Este olhar sobre si, como objeto e fim último de todas as coisas, fez com que a verdade passasse de única e incontestável, a relativa, provisória e parcial. O resultado deste movimento foi que muitas “verdades” passaram a ser defendidas. E a premissa da verdade como algo concreto foi substituída pela ideia de que “cada um pode ter sua verdade”.

Acontece que a verdade não é só uma ideia ou um ideal. Não existem verdades e sim uma Única que se encarnou e se revelou a nós. Cristo nos diz “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), ou seja, a verdade é alguém. Não se pode relativizar uma pessoa. Embora alguns defendam que sim.

Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade. No entanto, este desejo deve ter um objetivo, um foco, um fim. Sendo assim, este desejo deve mover o homem a conhece-Lo, “para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio.”

Como reconhecer a Verdade

Diante disso, a Igreja, desde que recebeu o dom da verdade no mistério Pascal, é para nós a detentora e a guardiã da Verdade. Esta Verdade única e imutável, que chega até nós hoje através da Igreja, nos insere em sua missão de guardar e anunciar a todas as nações, a única e real Verdade, que é o próprio Cristo Jesus.

Vanessa Cícera Ramos
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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