Todos que foram batizados são chamados à santidade

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Santidade

Como cristãos batizados somos chamados à santidade: esta é a nossa primeira vocação! Somos chamados a ser santos e para isso precisamos viver a fé nos unindo solidamente à Igreja, pois é ela que nos auxilia nessa caminhada que durará por toda a nossa vida.

“A vocação do cristão é a santidade, em todo momento da vida. Na primavera da juventude, na plenitude do verão da idade madura, e depois também no outono e no inverno da velhice, e por último, na hora da morte.” São João Paulo II

Viver como batizados implica também o testemunho autêntico, o qual a minha vida revela Cristo ao mundo, buscando ao seu exemplo a perfeição da caridade aqui na Terra. Para isso é necessário ouvir de bom grado a palavra de Deus e habitar o Seu coração pela vida de oração e vivência dos sacramentos, mas acima de tudo: viver o amor.

Ouvir de bom grado a palavra de Deus é se deixar ser penetrado por ela, para sermos gerados e transformados. Além disso é cultivar a terra do nosso coração, para que a semente da palavra encontre terra boa e dê muitos frutos – cem por um (cf Mt 13,8) –, não só em nossa própria vida, mas gerando a vida de Deus no mundo.

Para nós, batizados, a vida de oração é essencial para habitarmos o coração do Pai e ali sermos gerados. Dar-se continuamente à oração é estar na intimidade de Deus por meio do silêncio e da contemplação, mas também é viver todas coisas no louvor, unindo-nos a Cristo em todas as situações, sejam elas boas e bem sucedidas ou difíceis. É em tudo fazer a vontade de Deus, sendo-lhe fiel desde as pequenas alegrias até as grandes tribulações e dificuldades.

Participar frequentemente dos sacramentos, sobretudo da Santa Eucaristia, também nos insere neste caminho de santidade ao qual somos chamados. Como batizados precisamos viver da graça de Deus que nos é derramada em cada confissão e em cada santa missa. Essa graça nos fortalece, eleva-nos a Deus mais facilmente, pois sozinhos não somos capazes.

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Na minha caminhada já ouvi diversas vezes pessoas dizerem: “sou católica, mas não vou à Igreja, rezo na minha casa mesmo, participo das missas pela televisão e Deus sabe do meu coração”. Especialmente, neste tempo de pandemia em que nossas igrejas foram fechadas, esse pensamento tem alcançado muitos batizados, infelizmente. Assim como é essencial ir ao trabalho, ao supermercado, entre outros, para sermos santos e vivermos bem o nosso batismo precisamos da Igreja e dos sacramentos!

É necessário que ele cresça e que eu diminua”. (Jo 3,30)

Viver nossa fé de batizados nos leva a observar as virtudes e permite que elas cresçam dentro de nós. É viver na fé, na esperança e no amor, permitindo que a cada dia eu morra mais para os valores do mundo e que os valores do reino dos céus cresçam em mim. É negar a si mesmo, deixando morrer o orgulho e o egoísmo. É dar a minha vida servindo efetivamente aos meus irmãos.

A igreja acredita, e nos ensina, que as bem-aventuranças são vividas em plenitude pelos santos aqui na Terra, por isso o comprometimento com uma vida de santidade diária significa deixar que o Espírito Santo nos purifique com seus dons e nos eleve, sendo derramado sobre nós em profusão e trazendo a nós as alegrias das bem aventuranças.

Como é bom saber que não estamos sozinhos e que o poder de Deus se aperfeiçoa em nós pela graça do Espírito Santo que nos é dado no batismo. Como é bom perceber que à medida que vamos morrendo para o pecado, o próprio Cristo vive em nós.

Que nossa fé de batizados nos leve a habitar Cristo, a viver como São Paulo, considerando todas as coisas como perda (cf Fl 3,7) diante da excelência do conhecimento de Deus. Que nossa vida revele ao mundo o que viver é Cristo, sempre Cristo! Que revelemos que somos chamados à santidade como Ele é santo, por isso, morrer também é lucro, pois vivemos para Ele.

Vanessa Ozelin
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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