Como lidar com as frustrações?

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Já que não podemos nos “imunizar” contra as frustrações, resta-nos saber lidar com elas. Esta reflexão busca contemplar o “antes”, o “durante” e o “depois” deste tipo de experiência.

O “antes” – Preparando-se para o inevitável…

Sabemos que, mais cedo ou mais tarde, a frustração baterá em nossas portas… Como podemos, de antemão, nos preparar para este indesejável encontro?

Creio que o primeiro passo seja a tomada de consciência de que a nossa mente possui um papel fundamental para evitar que a frustração nos leve à ruína. Aquilo que cultivamos em nossos pensamentos pode nos ajudar ou atrapalhar.

Uma coisa é cultivarmos a esperança de que nossos planos podem dar certo. É importante sim sonhar alto! Afinal, com Deus podemos ir muito longe! A questão é: pautar-se na realidade, e aceitá-la, tal como ela é, tal como pode vir a revelar-se, com possíveis mudanças a cada dia. Deixar as pessoas, você mesmo, o mundo e todas as coisas livres para serem o que são. Sempre tendo em mente que podem aparecer “surpresas” desagradáveis.

Não tenha medo de sonhar alto 

Diferente desta esperança otimista, mas realista, está a “expectativa dominadora” de quem idealiza tudo nos mínimos detalhes e não aceita que o “seu mundo criado” deixe de acontecer ou fuja de seu controle. Podemos comparar este tipo de expectativa a uma “pilha” de “blocos de irrealidades”. Quanto maior a “pilha”, mais desastrosa será a sua queda!

Portanto, não tenha medo de sonhar alto e de ser otimista. Mas esteja sempre aberto(a) ao imperfeito, aos “nãos” que a vida pode oferecer. Desfrute daquilo que Deus te concede, mas lembre-se de que você não “possui” nada. Tudo é presente d´Ele, inclusive este exato momento de vida. Cultive mais a gratidão do que a ansiedade do querer, e do querer ao SEU modo.

Segundo passo: evite “lançar aos quatro ventos” os anseios de seu coração que ainda não foram realizados. É importante compartilhá-los com aqueles em quem confia, mas lembre-se de que a expectativa destas pessoas pode ser um peso a mais na “pilha de blocos de irrealidades”.

O “durante” – “de cara” com a frustração 

É natural que, dependendo do tipo de frustração, sentimentos de raiva ou dor possam nos impulsionar, levando-nos a reações instintivas, das quais nos arrependemos depois.

Quanto maior for a nossa capacidade de nos deixarmos guiar pela razão, maior será a facilidade de gerenciá-las, escolhendo as decisões mais adequadas ao momento.

Esforcemo-nos para que o Amor (maior mandamento de Deus) prevaleça! Isto não significa, por exemplo, “não brigar”. O que digo aqui é que há reações que dificilmente “têm conserto” – é com isto que devemos ter cuidado.

O “depois” – Preparando-se para a próxima…

Ao passar pela frustração, há dois tipos de reações: ficar “retido” na experiência negativa, “trazendo-a” para as novas vivências (que deveriam ser independentes, pois cada experiência é única) ou acolhê-la para tirar suas conclusões (sobre si mesmo, sobre os outros, sobre o mundo…) e assim crescer.

Não se esqueça de que, se algo deu errado (mesmo que mais de uma vez), não significa que você está “fadado(a)” a este tipo de fracasso. Tente perceber os motivos do “insucesso” para trabalhar em si o que compete à sua parte. Não se prenda a culpas, até porque muitas coisas não dependem exclusivamente de você.

Mais algumas considerações 

Existem os que “se protegem” exageradamente das frustrações, e acabam “não vivendo”… Isto é com certeza muito mais grave do que o exemplo de alguém que abre mão de seu esporte favorito por causa do medo de se machucar. Quem deixa de apostar em si mesmo, em alguém, ou em alguma situação pelo medo de se frustrar, perde a oportunidade de desfrutar das coisas positivas que poderia experimentar. O segredo é não cultivar grandes “achismos”, é não “viver as coisas em nosso imaginário”. É simplesmente experimentar os fatos da vida (ciente de que podem ser bons ou ruins) – mas deixar que ela surpreenda!

LuizaTorres
Discípula na Comunidade Católica Pantokrator

 

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