Como unir as dores da Virgem Maria com as minhas feridas?

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Quantas não são as dores que vivemos neste mundo! Ninguém está livre ou blindado dos sofrimentos; todos nós enfrentamos uma batalha. Diante das nossas dores, Jesus quer nos lembrar que não estamos sozinhos: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33); “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei (Mt 11,28).

Experimentada na dor

E nesta caminhada, Ele nos dá como ajuda necessária a sua mãe, Maria Santíssima. Ela foi uma discípula fiel, experimentada na dor. Como não lembrar as palavras de Simeão: “E quanto a ti, uma espada de dor transpassará a tua alma” (Lc 2,35). Sim, Nossa Senhora viveu muitas dores, mas uniu todas elas aos ensinamentos do seu Filho.

Ela que atravessou o calvário junto com Jesus, quer nos ajudar a enfrentar as nossas dores pela confiança na palavra de Deus.  Maria Santíssima foi moldada e gerada pela palavra, conservava-as em seu coração, meditando-as dia e noite.

Jesus é condenado à morte

Como foi difícil para Maria escutar aquela sentença de morte, contudo, seus ouvidos estavam treinados a escutar as promessas de Deus. E nós, qual palavra temos deixado vencer em nossas vidas? Infelizmente, muitas sentenças de morte acabam regendo o nosso dia: “Você não tem jeito”; “Você é burro”; “Nada na sua vida dá certo”; “Essa situação não tem solução”. Como Maria, precisamos nos apoiar na verdade, encontrar na palavra de Deus o nosso refúgio, fazer memória do Seu amor por meio do louvor: “Minha alma glorifica ao Senhor” ( Lc 1, 46).

Jesus carrega a cruz às costas

Aquele que carrega a cruz também já foi carregado e embalado por Maria. Se Maria pudesse, certamente trocaria o lugar com o seu Filho. Maria aprendeu que Deus não elimina as nossas cruzes, mas nos dá a graça para vivê-las. Graça de transformar a dor em amor. Qual é a sua cruz? Quais são as dores que você tem carregado? Você não está sozinho! Nossa Senhora nos faz memória das palavras de Isaías: “Em verdade, Ele tomou sobre Si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos” (Is 53,4).

Jesus cai pela primeira vez

Quanta dor ver seu Filho caído sob o peso da cruz! Quantos insultos e desprezos! Aqueles joelhos no chão eram os mesmos que Maria testemunhou tantas vezes, dobrados em oração ao Pai. Para vencer as tentações e vícios que nos derrubam precisamos cultivar uma vida de intimidade com Deus: “Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (I Jo 1, 9).

Jesus encontra a Sua Mãe

Quando Maria consegue chegar mais perto de Jesus, seus olhares se encontram. Ah! Os olhos de mãe!… Eles conseguem enxergar além das aparências. Observar e guardar no coração, esses foram os exercícios que Nossa Senhora praticou ao longo da caminhada com seu Filho. Quantas maravilhas ela testemunhou – curas, milagres e prodígios. “Dai-nos, Mãe, um olhar novo para nossas dores, ajuda-nos a fazer memória da bondade de Deus.”

 Simão de Cirene ajuda Jesus

Encontrar alguém que nos ajude a carregar a cruz é um grande refrigério. Maria é um exemplo para nós de serviço. Vemos claramente isso quando Nossa Senhora sai às pressas para ajudar a sua prima Izabel; e também, nas Bodas de Caná, ela está atenta às necessidades dos noivos. Muitas vezes, a cura das nossas dores está em tirarmos os olhos delas. Temos a tendência de cultivarmos as nossas lamentações. Contudo, quando vamos ao encontro do outro, a graça transborda. Sejamos generosos.

 Verônica limpa a face de Jesus

Verônica enxuga o rosto de Jesus e faz lembrar todos os cuidados que Maria teve com Ele. Que responsabilidade ser a mãe do Filho de Deus! Hoje, também nós temos responsabilidades com a nossa família, com o nosso serviço, com os nossos amigos, com a nossa missão. Que toda a frieza, indiferença, desânimo, preguiça… dêem lugar a um coração que saiba amar e que se comprometa com o bem.

Jesus cai pela segunda vez

Quantas vezes caímos devido ao peso dos nossos cansaços, fracassos, limitações humanas. Não tenhamos medo de apresentar todas as nossas fragilidades a Jesus. Que a nossa pequenez atraia o olhar do Pai. Ele quer nos elevar à Sua dignidade, como fez com Maria: “Porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,49).

Andressa Aparecida da Silva
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator 

 

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