Você pode ser santo!

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Ser santo: uma realidade cada vez mais deixada de lado, possibilidade por vezes dada como impossível… Utopia para muitos!

Jesus não estava brincando e nem exagerando quando ordenou: “Sede santo, assim como vosso Pai Celeste é Santo!” (Mt 5,48). Se o próprio Cristo, conhecedor de todos os corações, disse-nos isso, poderia ser a santidade realmente algo impossível de se concretizar?

A verdade é que, ao pensarmos em santidade, já imaginamos os grandes feitos, os milagres esplendorosos, os notáveis atos de heroísmo… Aí, quando olhamos para a nossa própria realidade, enxergamos problemas tão óbvios como uma dificuldade de levantar cedo ou uma tendência em se irritar com o irmão que não dá seta no trânsito. Resultado: desistimos de ser santos antes mesmo de tentar.

Realmente, ao olharmos a riquíssima história da Igreja, nos deparamos com tantas figuras luminosas que, em um primeiro momento, somos tomados por um misto de admiração (pelas graças que Deus realizou neles) e de desânimo (por percebermos que nossa vida ainda necessita de muitos ajustes).

Vejamos o exemplo do grande São Paulo Apóstolo que, quando se converteu, o fez de uma vez por todas – sem precisar de duas tentativas para se manter fiel a Cristo. Ele foi até o fim, “combateu o bom combate” e demonstrou com a própria vida o que significa ser de Deus e de Deus somente.

Temos, ainda, o grande São Padre Pio que sofreu terríveis perseguições e chegou a apanhar do próprio demônio por amor a Cristo. (E nós tantas vezes não conseguimos ofertar sequer um jejum decente na Sexta-Feira Santa…).

Um caminho que não é tão impossível assim

A primeira coisa que devemos colocar no coração é que Deus não está necessariamente esperando de nós grandes milagres ou feitos heroicos que estampam capas de jornais. Em outras palavras, não precisamos nos comparar a São Paulo Apóstolo ou ao São Padre Pio – eles não estão lá para ser superados, mas para ser incentivo.

O que faz as pessoas serem grandes santos não são os atos externos e admirados, e sim, o amor imenso que eles carregavam no coração. Como o próprio São Paulo lembrou bem certa vez: “ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas (…). Ainda que eu distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada valeria!” (I Cor 13, 2-3).

O convite de santidade que Deus nos faz é um chamado para que, junto Dele, busquemos ser nossas melhores versões! Eu não preciso ressuscitar os mortos ou curar os leprosos para ser uma grande santa; basta que eu torne, meu Senhor, o soberano de toda a minha existência!

É maravilhoso perceber que muitos dos cristãos canonizados eram, no início, seres cheios de misérias e imperfeições como eu. E, ainda assim, optaram por mudar radicalmente, passando a sonhar os sonhos de Deus. Isso existe! Isso acontece!

Ser santo é uma possibilidade real

É possível viver nossa realidade (por vezes tão comum e “sem graça”) de forma extraordinária. Acredite: só o que precisamos fazer é viver tudo na companhia de Deus, transformar tudo em amor. Vamos a alguns exemplos:

Sabe aquela pessoa com quem você não simpatiza nem um pouco? (talvez seja sua vizinha, sua colega de trabalho ou até alguém em sua casa). Você já pensou em se esforçar e sorrir para ela? Mas não um sorriso falso ou forçado, eu estou falando do seu melhor sorriso. Faça a experiência: essa pessoa é uma filha amada de Deus e eu agirei como se estivesse diante do próprio Deus!

Sabe quando você está com muita pressa e, na correria, acaba derrubando as coisas no chão? Em tese, esse seria um momento em que as pessoas fariam os mais variados tipos de reclamações (as vezes até com xingamentos). Mas que tal ofertar a Deus esse momento e fazer um ato de amor para cada objeto recolhido?

Alguém deve estar pensando: “Mas que exemplos mais bobinhos… quem se santifica desse jeito?”. Acredite, existe uma moça amada por toda a Igreja que se santificou exatamente com atos como esses: Santa Teresinha do Menino Jesus! Ela é uma figura que não realizou grandes feitos ou milagres esplendorosos em vida. E, ainda assim, foi chamada por um papa de “a maior santa dos tempos modernos”.

Que comecemos, então, a amar

A própria Santa Teresinha fez uma comparação que vale a pena ser citada. Ela dizia que tinha um desejo ardente de ser uma grande santa. Porém, ela olhava para os santos da Igreja e via o tamanho deles e refletiu: eles são tão altos como as montanhas, e eu sou tão baixa como um grãozinho de areia. O que fazer? (Veja: é justamente a indagação que fazíamos no início do texto).

Mas Teresinha encontrou a solução. Ela era pequena demais para escalar a grande montanha da santidade. Então ela resolveu subir a montanha de elevador! Sim, quem pega um elevador sobe muitos andares sem nenhum esforço próprio, pois é levado para cima. E a pequena Teresa afirmava: “O meu elevador são os braços de Jesus”.

Sejamos espertos como Teresinha! Vamos suplicar dia após dia que esse elevador venha nos buscar e nos levar ao cume da santidade. Funcionou com ela, poderá funcionar conosco! O amor tem o poder de transformar os atos mais simples do dia a dia em algo extraordinário.

Não percamos, portanto, a esperança. Podemos ser santos sim! Só é preciso que amemos e vivamos tudo com Cristo, por Cristo e para Cristo!

Que Deus nos abençoe sempre!

Angélica Baruchi Libório
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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