5 motivos para rezar todos os dias

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Quando Jesus, caminhando sobre as águas, disse “vem” para Pedro, ali o Senhor deu vários motivos sobre o porquê devemos rezar cotidianamente. Isso porque além de faltar fé ao apóstolo, faltava intimidade, e sem ela Pedro ficou se debatendo na superfície. A oração diária nos dá a intimidade, a fé e a profundidade para caminharmos sobre as águas com Jesus.

Algo que é muito interessante de pensar sobre essa passagem é o fato de que Pedro tinha um desejo sincero e autêntico de ter fé, mas ela era muito superficial e insuficiente, porque não havia intimidade com Jesus. Antes de caminhar sobre as águas, Pedro precisava mergulhar naquele mar de Amor e Misericórdia, ir no mais fundo com o Espírito, para logo dar passos firmes, constantes e concomitantes com Cristo. A oração é a chave para essa caminhada com Cristo, mas para isso ela precisa ser constante.

Por motivos de persuasão e praticidade, vou elencar cinco motivos, tópicos, para te mostrar o porquê você, e eu – porque preciso muito também – devemos rezar todos os dias.

1)Intimidade:

É o carro-chefe da vida cristã. Sem intimidade ficamos na mesmice e não saímos do lugar. Sem ela ficamos como Pedro: nos debatendo na superfície, com um desejo e vontade, mas sem efetivação e profundidade. É como patinar, patinar e não sair do lugar. A constância da vida de oração nos dá maior intimidade com Cristo, Ele pertence a nós e nós a Ele, e através dessa relação conseguimos segurar na Sua mão e caminhar focados no olhar de Cristo, independente de qual tempestade está ao nosso redor.

2) Relação real e não utilitarista:

Muitas vezes nos voltamos para a oração quando precisamos de algo ou quando estamos passando por um grande sofrimento e tribulação. E está certa essa atitude, mas isso não significa que devemos procura-Lo apenas nessas situações. Deus deve estar nas tempestades, e principalmente na calmaria.

E quando rezamos todos os dias, o Senhor está nas partes boas, ruins, amenas, calorosas e frias. O nosso Deus é um Deus de presença, e que quer sempre se fazer presente. Antes eu pensava que Jesus tinha uma cota de bondade, como se eu só pudesse busca-Lo em situações limitadas – sendo essas quando eu precisasse de algo -, e te digo que estava bem errada.

3) Louvor:

A oração nos dá um contato mais profundo e concreto com a Palavra, com a voz e vontade de Deus no nosso cotidiano, consequentemente, passamos a ter mais sensibilidade para nos voltar ao Senhor nas coisas pequenas do cotidiano. Tudo passa a ser motivo e razão para agradecer e contemplar a Bondade e Misericórdia do Pai. Mas não pense que isso é algo meramente contemplativo, com frufrus e purpurinas: o louvor, que vem pela oração e intimidade, é uma arma contra o Inimigo e a tentação.

Vou te dar um exemplo, esses dias precisava resolver mil coisas da faculdade, trabalhos, estudos, tinha prova e apresentação, tudo pelo computador. Na noite anterior tinha feito o propósito de não reclamar e, assim que eu acordo e tento ligar meu computador, nada dele funcionar. Eu estava quase xingando o dono da marca, meus professores que tinham passado trabalho, o passarinho que cantava do lado de fora. Aquilo me deu uma ira e uma vontade de reclamar tão forte, mas eu respirei, lembrei da arma do louvor, e comecei. Jesus eu te louvo porque o Senhor me providenciou um computador; Senhor eu te louvo porque eu posso estudar; eu te louvo porque sei escrever; eu te louvo, porque o Senhor me deu seu Espírito que me inspira a te louvar… E por aí vai.

O computador ficou esquisito até o fim do dia, e até o fim do dia foi uma luta entre louvar ou reclamar, mas o fruto da minha oração estava lá e era real. No concreto do meu cotidiano, louvando, eu também estava rezando.

4)Ficamos mais atentos às inspirações do Espírito Santo:

Pensa que você está praticando um novo idioma, uma nova língua que combina tanto com você que é praticamente a sua língua materna. Essa língua é fundamental e extremamente importante na sua vida, ela pode te abrir portas, dar oportunidades que você nem imaginava e te proporcionar alegrias absurdas, mas isso só vai acontecer se você a dominar e conhecê-la na sua particularidade.

Um idioma exige prática, é muito mais difícil compreender uma nova língua se você participar de uma aula, voltar depois de 3 meses, depois volta em duas semanas, depois em 5 meses. Não a constância, domínio e a língua vão se fazendo mais distantes.

É a mesma coisa com o Espírito Santo! O Pai tem uma linguagem personalizada para cada um de nós, que só é revelada na oração e nos momentos de intimidade pelo Espírito Santo. Mas assim como uma nova língua, ela precisa de constância, exercício e vontade. O domínio dessa nova língua abre portas inimagináveis e nos faz extremamente sensíveis ao Espírito, à Vontade de Deus e aos seus desígnios para nós.

5) Autoconhecimento e santidade real:

Quando rezamos, aproximamo-nos do nosso Criador, ou seja, entramos em contato com Aquele que nos conhece mais que qualquer um. Por isso, a oração é momento muito revelador, não só sobre a linguagem com que Deus se comunica conosco, mas sobre aquilo que essencialmente somos e precisamos ser.

E nesse processo de autoconhecimento, enfrentamento das misérias e desejo de crescimento há o mapa para a nossa santidade. Pela oração conhecemos o que nos santificará e qual “estratégia” devemos seguir para ir ao Céu!

Ana Clara
Engajada na Comunidade Católica Pantokrator

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