A alegria que contagia

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Se alguém perguntasse se você é feliz, qual seria sua resposta? E se fossem mais além e perguntassem qual é a razão da sua alegria, o que você responderia? Dinheiro, posição social, cargo vitalício, beleza física?

Queridos, não nos enganemos com aquilo que é fugaz!

Dinheiro? Hoje você tem, amanhã talvez não tenha… Status? Talvez em um futuro próximo você não tenha mais essa posição… E o trabalho? Você realmente tem garantias de que sempre fará parte do quadro de funcionários dessa empresa? Lembre-se, você é funcionário… A beleza, a juventude, a aparência física que possui hoje, também será transformada pelo tempo. Em resumo, tudo passa, como diz o Eclesiastes: “Tudo é vaidade e vento que passa”. (Ecl 1,14).

Faça sempre o seu melhor no trabalho, use seu dinheiro com prudência, louve a Deus por sua beleza física, mas não se apegue a tudo isso, porque são “ilusão e vento que passa.” Ao contrário: ajude um necessitado, fale de Deus em seu convívio social, use seu trabalho para honrar e agradecer ao Pai, pelo serviço que você presta, use sua beleza para expressar ao mundo a beleza do Deus apaixonado pelo homem.

Uma alegria autêntica, não aquela das redes sociais

Precisamos descobrir dentro de nós, e não fora, a alegria autêntica, aquela que não passa, aquela que é um estado da alma!

No Facebook todo mundo é feliz e alegre, ninguém tem problemas, está sempre tudo muito bem, obrigada! Já reparou isso?

Dificilmente alguém expõe suas dores, suas fragilidades ou misérias. Não é dessa alegria superficial que eu falo, mas da alegria permanente, um estado da alma.

O dicionário diz que a definição de alegria é “Estado de viva satisfação, de vivo contentamento”.

Então significa que estaremos bem todos os dias, que seremos só sorrisos do início ao fim da vida? Certamente não, porque os problemas e sofrimentos são inerentes à vida do homem, o grande diferencial está em como reagir frente aos desafios da vida.

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Acompanhe o relato bíblico:

“Depois de lhes terem feitos muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardassem com segurança. Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.

Pela meia noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os outros prisioneiros os escutavam” (Atos 16, 23-25)

Aquele que se sabe amado de maneira incondicional, que conheceu a salvação, que se sabe peregrino nesta terra, que tem a marca da vitória, esse transmite uma alegria autêntica, pura, sincera, que brota do interior, da alma.

Esse estado de vida ninguém nos rouba, ninguém nos tira, é nossa por direito.

Lucas, o Evangelho da alegria

O evangelista Lucas nos revela que caminhar com Cristo deve ser razão de alegria, não de temor ou obrigação.

Desde o início do Evangelho fala-se da alegria, começando pela Santíssima Virgem: “Alegra-te, cheia de graça!” (Lc 1,28).

Jesus irradia alegria desde o ventre materno: “A criança saltou de alegria no meu ventre” (Lc 1,44).

“Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria, para todo o povo” (Lc 2,10).

Fala-se também da alegria que Deus sente quando um pecador se converte. (Lc 15,7.10).

Diante do Cristo que nos apresenta a Boa Nova da Salvação, como pode um cristão ser triste?

E viveram felizes para sempre

As estórias infantis costumam terminar assim. Mas quando é sempre? Sempre é sempre! Sempre foi ontem, é hoje e também será amanhã.

Só existe uma única Pessoa capaz de lhe fazer feliz para sempre: o Deus Todo Poderoso, Senhor de todas as coisas!

Na vontade de Deus se esconde a nossa verdadeira alegria, que contagia e transborda.

Não há outra alegria, não há outro caminho; se você deseja ser feliz plenamente, corra para os braços abertos do Pai, Aquele que sonhou, criou e ama você com amor incondicional.

E que você e eu possamos abraçar essa graça: “E viveram felizes para sempre no céu, durante toda a eternidade!” Amém.

Lizandra Romansini
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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