Deus está pronto a socorrer os que pelejam e esperam em Sua graça

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Creio que todos já tenham usado ou escutado a famosa expressão: “Deus não nos dá uma cruz maior que possamos carregar”! Acreditando que Deus nos conheça intimamente e sabe tudo a nosso respeito, poderíamos reescrever essa frase de uma maneira ainda melhor: “O Senhor sempre dá a Sua graça na medida necessária, de modo que a cruz nunca será mais pesada que as nossas forças”.

Antes de iniciarmos nossa reflexão, é preciso que entendamos uma coisa fundamental: sim, temos uma cruz a ser carregada em nossa passagem pela Terra, rumo ao nosso tão sonhado encontro com o Criador. A verdade é que, quanto antes a tomarmos com amor, mais cedo nós seremos contemplados com a graça do Senhor, O qual nos dará forças em nossa dura caminhada.

O caminho do Calvário, por mais assustador que pareça, já foi percorrido pelo próprio Deus. Nosso Senhor passou por ele com a mais pesada de todas as cruzes (pois levava sobre Si o peso dos nossos pecados). O Evangelho é claro ao afirmar que não existe ressurreição sem cruz – e isso vale para todos nós: Em seguida, Jesus dirigiu-se a todos: se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9,23)

A cada dia um novo obstáculo a ser transposto

Diferentemente das corridas que vemos na TV, que costumam ter uma duração relativamente curta e pré-determinada, a nossa “corrida” rumo ao céu é longa, árdua e durará todos os nossos dias. Não é à toa que o Cristo afirmou que “estreita é a porta e apertado é o caminho que leva à Vida” (Mt 7,14).

Nossa corrida é dia após dia, sem interrupção e sem descanso. Porém, isto não deve ser motivo de angústia ou de luto, uma vez que o nosso Deus é justo e recompensará a todos os Seus amigos quando chegarem em Seu Reino.

Antigamente, quando um atleta conseguia concluir a sua corrida, recebia uma coroa simbólica como prêmio. É a isto que São Paulo se refere quando afirma: “Combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia” (2Tm 4,7-8).

São João Crisóstomo diz algo extraordinário que deveria nos encher de esperança: “É melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento é Deus quem se torna devedor do homem”.

Para que tenhamos a força necessária para cruzar a linha de chegada, precisamos de energia e de preparo para não sucumbir aos obstáculos que certamente teremos nesse longo caminho a ser trilhado.

Para transpor nossos obstáculos precisamos da Sua graça

Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo” (2Cor 12,9).

Aquele que trilhou o caminho primeiramente é o mesmo que vem para trilhar junto de nós, acompanhando-nos a cada passo. Aliás, não raramente Ele nos leva em Seus braços quando nossas forças nos abandonam! Temos um Deus que nos ama e que prometeu estar conosco “todos os dias, até o fim dos tempos” (cf. Mt 28,20). Por mais dolorosa que seja a nossa cruz, não a levamos sozinhos em nenhum momento.

Nosso Senhor, que chegou a cair por três vezes no longo caminho do Calvário, aceitou ser ajudado pelo Cirineu. Fez isso para nos mostrar que, nós também, não precisamos contar apenas com as nossas forças humanas.

 A cada obstáculo à nossa frente, a cada problema, decepção, medo… O Senhor nos cumula com Sua graça e nos preenche com Seu Espírito, fazendo com que cresçamos em força, perseverança, determinação e confiança, a fim de que possamos vislumbrar que, por trás da cansativa caminhada, existe um Céu nos aguardando.

Quando nossas forças faltarem, a graça do Senhor sempre será abundante

Mesmo que você esteja passando por uma terrível tempestade, se permanecer fiel tenha a certeza de que Deus derramará sobre ti a Sua graça. Ajudado por tamanho apoio, você será capaz de enfrentar qualquer dilúvio, pois nosso Senhor é aquele que tem o poder de mandar calar o vento e o mar (cf. Mt 8,27).

Tenhamos sempre em nossos corações a certeza de que a graça de Deus não pode ser roubada do coração de quem espera Nele. Mais ainda: o Nosso Deus não é alguém “econômico”, que dá apenas umas gotas de bênçãos. Ao contrário, Ele abre sobre nós o “chuveiro” das graças, a fim de que tenhamos sempre o suficiente para resistir às piores tribulações.

Que Deus aumente em nós a virtude teologal da esperança, a fim de que atraiamos sobre nós os consolos necessários para a grande caminhada.

Deus nos abençoe!

Angélica Baruchi Libório
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator              

                       

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